sábado, 22 de outubro de 2016

A realidade da biblioteca no ambiente escolar

Algumas pessoas possuem lembranças lindas do primeiro contato com os livros e a leitura. Aquela imagem dos pais lendo para os seus filhos antes de dormir é típica, contudo, na maioria das vezes essa apresentação do livro as crianças é feita de modo inadequado, tendo como consequência o desprezo a leitura.
De acordo com Luís Milanesi (2013), as crianças possuem dois motivos para frequentarem a biblioteca: o primeiro é a busca da resposta de atividades extraclasse passadas, frequentemente, por educadores que não se preocupam em despertar o interesse do público infantil; o segundo é quando há um prazer por parte da criança de frequentar esse ambiente. No entanto, sabemos que o segundo motivo é bem mais raro de acontecer. Por isso, "E como há muito mais obrigação do que prazer a ser buscado, existem mais bibliotecas escolares do que infantil."( MILANESI, Biblioteca, 2013, p.59).
Outro ponto a ser pensado é a existência de diversas bibliotecas voltadas para o público infantil e adulto, locais onde os adolescentes, por sua vez, tendem a se sentir excluidos. Além disso, a ordem de silêncio pode incomodar. Sendo assim, cabe ao profissional bibliotecário realizar o estudo de usuário, havendo a necessidade de " o  profissional que tem essa difícil tarefa será, sempre, educador, mesmo sendo bibliotecário."( MILANESI, Biblioteca, 2013, p.62)
Através dessa pequena reflexão, indico a leitura do livro Biblioteca, do bibliotecário, escritor e professor universitário brasileiro, Luís Milanesi. Livro este que aborda desde o nascimento da escrita até as tecnologias atuais.

MILANESI, L. Biblioteca. 3.ed. Cotia, SP: ateliê Editorial, 2013.

Artigo sobre a digitalização do acervo de cordel

O artigo publicado em 2012 sobre as experiências no processo de digitalização de cordéis, é de grande importância, pois infelizmente nem todas as bibliotecas (quer sejam, universitárias, públicas, comunitárias) possuem em seus acervos obras de cordéis e nem sabem de algumas dificuldades encontradas em colocar essas obras no processo digital. O artigo revela alguns impasses encontrados para digitalizar um acervo de cordéis na Biblioteca Átila Almeida da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), um desses impasses se referem aos direitos autorais, pois a "propriedade do Cordel" ainda não é muito clara. O artigo é encontrado também no portal da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES).

Mais informações sobre a  Paraíba (Fonte Geográfica). 


Literatura de Cordel foi notícia de jornal


No dia 7 de outubro de 2015, o jornal Folha de S. Paulo divulgou a seguinte matéria: No Recife, livro faz versão em cordel do 'Pequeno Príncipe'. A obra foi lançada no mesmo dia, e chamou atenção pela criatividade do autor. A matéria dizia assim: Com versos do cordelista Josué Limeira e ilustrações do designer Vladimir Barros, "O Pequeno Príncipe em Cordel" faz uma releitura do clássico do escritor francês Antoine de SaintExupéry (19001944), trazendo a história para cenários que remetem ao sertão nordestino.

Além de realizar uma obra incrível, o autor trouxe elementos do contexto atual do Nordeste, utilizando-se da linguagem mais conhecida do povo nordestino para compor seu livro sendo também fidedigno a história original. 



Fonte: Editora Carpe Diem

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Classificação e o Cordel

Em sua dissertação sobre a Literatura de Cordel, Vania Ferreira da Silva, apresenta alguns estudiosos que se preocuparam em classificar as temáticas abordadas pelos cordelistas. Como o célebre poeta e acadêmico Ariano Suassuna e o poeta popular Irani Medeiros.

Normalmente classificam a literatura de cordel por ciclos temáticos. O livro da Maria Elizabeth Baltar Carneiro, Representação temática da informação na Literatura popular de cordel, à venda pela Editora Appris, ilustra muito bem como se dá a classificação. 

Leia mais sobre a dissertação de Vania Ferreira da Silva nessa postagem. 

sábado, 8 de outubro de 2016

Biblioteca

As bibliotecas escolares são extremamente importantes para o desenvolvimento dos cidadãos, é através delas que as crianças tem o primeiro contato com os livros e a leitura. Contudo, qual a origem das bibliotecas?  Como era antes da existência desse espaço? Quais os suportes utilizados antes dos livros que conhecemos hoje?
É isso que vamos aprender ao assistir esse vídeo, além de construtivo é extremamente dinâmico e de fácil compreensão.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Literatura Cinzenta sobre informação e memória na literatura de cordel dentro da Biblioteconomia

Esta dissertação aborda sobre o fluxo de informação na produção da literatura de cordel de poetas representantes em Pernambuco. Analisa a produção de cordel informativo ao identificar as fontes primárias que originaram a busca e a necessidade de informação dos poetas, assim como a geração desse conhecimento derivada da prática social e seu diálogo com os relatos. A autora da dissertação define cordel como suporte informacional e ressalta que ele aparece como registro de acontecimentos. O conteúdo é bem organizado e mostra como alguns cordéis foram classificados, mostrando desde a história da Ciência da Informação até o conceito de memória e informação e o que isso resultou na literatura de cordel. 

"A memória está associada à informação e à compreensão de vários conteúdos informacionais produzidos pelo homem nos mais diversos suportes para registrar seu cotidiano. Esses registros de memória estão atrelados às informações sobre determinado povo ou nação. É através da significação desses bens simbólicos que o conhecimento é gerado e transferido." (SILVA, 2012, p. 82)